segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Aguardam-se opiniões...

Embora seja só o resumo não técnico, já conseguimos ter alguma noção da nova "menina mimada" da Serra da Estrela.
Aguardam-se opiniões...
(gosto particilaremente desta frase: "diversificação da paisagem e dos usos do solo pela introdução de um espelho de água em zona de grande uniformização de formas e cores" Referenciado como impacto positivo significativo).

sábado, 18 de outubro de 2008

"Poças"

Eis o nome de mais uma "beldade" da Serra da Estrela. Felizmente longe da grande confusão que se instala pela estrada fora a caminho do símbolo da degradação da intervenção humana a que chama Torre (um pouco amenizada pela recente estrutura denominada CIT (Centro de Interpretação da Torre), que vem abafar a prepotência do Homem perante a natureza que o rodeia, atribuindo-lhe o valor que merece).


As Poças são daqueles locais que faz pensar como podemos nós ter tanta vontade de ver a Serra da Estrela massificada, urbanizada, industrializada, arrombando todas as suas virtudes e peculiares características, na procura de um "progresso sustentável", cuja premissa principal é sobrepor o Homem às florinhas e animaizinhos...


Deixa-te estar Poças, não faças barulho. Mantém-te escondida e prossegue o teu caminho.




domingo, 3 de agosto de 2008

Habitantes (5): Truta comum (Salmo trutta fario)

Espécie indígena da Europa. Em Portugal encontra-se nos rios do Norte e Centro e, mais a sul, no troço superior do rio Zêzere e no rio Sever.


Cabeça e olhos grandes. Mandíbulas com dentes agudos e fortes. A maxila superior ultrapassa o nível posterior do olho. Coloração muito variável com a idade e o habitat. Geralmente dorso castanho a cinzento esverdeado, flancos esverdeados ou amarelos e ventre esbranquiçado ou amarelado. Corpo salpicado de manchas negras e vermelhas. Barbatana adiposa alaranjada na extremidade.

Peixe territorial, vive em águas correntes (embora consiga adaptar-se a lagoas), bem oxigenadas, límpidas e frescas. É uma espécie muito sensível à poluição e à elevação da temperatura, estando claramente ameaçada a sua existência. Na Serra da Estrela é possível encontrá-la em praticamente todos cursos de águas superiores, inclusivamente em algumas lagoas, tais como a lagoa do Vale do Rossim.


Espécie muito voraz, encontrando-se no topo da cadeia alimentar ao nível dos peixes de rio. Alimenta-se principalmente de invertebrados, larvas de insectos aquáticos e pequenos peixes.

Desova no Outono-Inverno, em locais de fundos pedregosos, em águas pouco profundas, frias e bem oxigenadas. Normalmente migra para montante em busca de zonas de postura. Os ovos são depositados em depressões escavadas pela fêmea no leito dos rios.


Para além das questões ambientais, outra das principais ameaças à sua existência foi a introdução (repovoações realizadas) de espécimes oriundos de outros cursos (inclusivamente doestrangeiro), afectando irreversivelmente a cadeia genética dos espécimes autóctones, não se sabendo ao certo as repercussões nas gerações futuras, principalmente ao nível da imunidade a algumas doenças.

A sua pesca é extremamente desportiva e o seu carácter esquivo e selectivo faz com que a sua captura seja carregada de simbolismo.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Nunca a passividade de poucos, afectou irremediavelmente tantos...

Abstraio-me da filosofia de alguns blogs que têm uma metodologia crítica e denunciadora (e considero isso bastante positivo) em relação a tudo o que corre mal na Serra da Estrela. Contudo, perante o que fui confrontado recentemente, decide abrir uma excepção e utilizar o blog como ferramenta para tomar uma posição, como cidadão, acerca deste assunto que cheira muito mal em todos os sentidos.

Quando o tema da água é debatido compulsivamente, quando nós todos nos esforçamos (ou pelo menos devíamos) para debelar o excesso de consumo e contrariar o desperdício, eis que após este post, tudo parece não fazer sentido.

Temos aqui outro caso semelhante à "Ribeira dos Milagres" (outro atentado ecológico no distrito de Leiria, que perdura à mais de 20 anos e que talvez já merecesse a realização de vários doutoramentos sobre incompetência estatal), com a agravante de se situar onde se situa: algo a que se chama Parque Natural da Serra da Estrela.

Em ambiente de sátira e segundo uma definição disponível no Wikipédia, um “Parque Natural” é uma área de conservação (propriamente de quê?), fora de uma área urbana (Na Estrela = “no comment”), protegida por lei (só se for a favor de alguns) com o objectivo de preservar a flora e a fauna local (com cenários destes é difícil não?) e proporcionar um ambiente de lazer (com este cartaz turístico, estou aberto a sugestões…)

Voltando à realidade (triste), este é o momento certo para aplicarmos a "táctica do quadrado" a todas as entidades responsáveis pelos destinos da Serra da Estrela. Só os cercando, só os pressionando é que podemos contrariar esta inoperância atroz (até parece que tudo isto é normal) e trazer à superfície a fragilidade na responsabilidade e a aversão ao cumprimento dos deveres de vários organismos, que utilizam o nome Estrela sem a dignificarem minimamente.

Vamos (mais uma vez) esperar pelas soluções futuras e definitivas para este “caso de polícia”, esperando que as entidades desempenhem o seu papel e não se tornem o “bobo da festa”…

domingo, 1 de junho de 2008

Estudo em lagoas de montanha

Ao consultar o site do CISE, fui confrontado com um estrato (ou resumo) de um estudo efectuado em várias lagoas nas imediações da Torre, cujo objectivo principal era determinar a qualidade das suas águas e o grau de influência humana no "bem-estar" das lagoas.

Penso, na minha opinião, que os resultados apresentados não deixam ninguém surpreendido, embora considere (tal como o autor), que é necessário um número consideravelmente maior de pesquisas/estudos, de modo a confirmar os dados obtidos e as respectivas conclusões.

No fundo, estes estudos (e os que vão surgir) são fundamentais para a real compreensão dos ecossistemas que nos rodeiam (neste caso as lagoas da Serra da Estrela) e que deviam entrar nas contas de quem explora os recursos da Serra da Estrela.

Estas pesquisas também deviam fazer parte do universo "projectos âncoras", a considerar no futuro próximo, para alavancar uma nova perspectiva, visão e consideração de exploração turística, cuja a palavra sustentabilidade seria o principal combustível para a tal “alavancagem” que se proclama…

Deixo aqui o link para quem desejar consultar o resumo do estudo na integra.