quinta-feira, 31 de julho de 2008

Nunca a passividade de poucos, afectou irremediavelmente tantos...

Abstraio-me da filosofia de alguns blogs que têm uma metodologia crítica e denunciadora (e considero isso bastante positivo) em relação a tudo o que corre mal na Serra da Estrela. Contudo, perante o que fui confrontado recentemente, decide abrir uma excepção e utilizar o blog como ferramenta para tomar uma posição, como cidadão, acerca deste assunto que cheira muito mal em todos os sentidos.

Quando o tema da água é debatido compulsivamente, quando nós todos nos esforçamos (ou pelo menos devíamos) para debelar o excesso de consumo e contrariar o desperdício, eis que após este post, tudo parece não fazer sentido.

Temos aqui outro caso semelhante à "Ribeira dos Milagres" (outro atentado ecológico no distrito de Leiria, que perdura à mais de 20 anos e que talvez já merecesse a realização de vários doutoramentos sobre incompetência estatal), com a agravante de se situar onde se situa: algo a que se chama Parque Natural da Serra da Estrela.

Em ambiente de sátira e segundo uma definição disponível no Wikipédia, um “Parque Natural” é uma área de conservação (propriamente de quê?), fora de uma área urbana (Na Estrela = “no comment”), protegida por lei (só se for a favor de alguns) com o objectivo de preservar a flora e a fauna local (com cenários destes é difícil não?) e proporcionar um ambiente de lazer (com este cartaz turístico, estou aberto a sugestões…)

Voltando à realidade (triste), este é o momento certo para aplicarmos a "táctica do quadrado" a todas as entidades responsáveis pelos destinos da Serra da Estrela. Só os cercando, só os pressionando é que podemos contrariar esta inoperância atroz (até parece que tudo isto é normal) e trazer à superfície a fragilidade na responsabilidade e a aversão ao cumprimento dos deveres de vários organismos, que utilizam o nome Estrela sem a dignificarem minimamente.

Vamos (mais uma vez) esperar pelas soluções futuras e definitivas para este “caso de polícia”, esperando que as entidades desempenhem o seu papel e não se tornem o “bobo da festa”…

domingo, 1 de junho de 2008

Estudo em lagoas de montanha

Ao consultar o site do CISE, fui confrontado com um estrato (ou resumo) de um estudo efectuado em várias lagoas nas imediações da Torre, cujo objectivo principal era determinar a qualidade das suas águas e o grau de influência humana no "bem-estar" das lagoas.

Penso, na minha opinião, que os resultados apresentados não deixam ninguém surpreendido, embora considere (tal como o autor), que é necessário um número consideravelmente maior de pesquisas/estudos, de modo a confirmar os dados obtidos e as respectivas conclusões.

No fundo, estes estudos (e os que vão surgir) são fundamentais para a real compreensão dos ecossistemas que nos rodeiam (neste caso as lagoas da Serra da Estrela) e que deviam entrar nas contas de quem explora os recursos da Serra da Estrela.

Estas pesquisas também deviam fazer parte do universo "projectos âncoras", a considerar no futuro próximo, para alavancar uma nova perspectiva, visão e consideração de exploração turística, cuja a palavra sustentabilidade seria o principal combustível para a tal “alavancagem” que se proclama…

Deixo aqui o link para quem desejar consultar o resumo do estudo na integra.

domingo, 4 de maio de 2008

Lagoas glaciares do Mundo (2)

Para recordar um pouco o nosso mundo...




sexta-feira, 2 de maio de 2008

Habitantes (4): Lagarto-de-água (Lacerta scheiberi)

O Lagarto-de-água é um excelente endemismo ibérico, bastante comum nos cursos de água tipicamente de montanha, podendo ser encontrado em lagoas, charcos e nas margens de pequenos ribeiros e ribeiras de água pura, com abundante vegetação ripícola, ou seja, vegetação típica dos cursos de água ou de zonas húmidas, tais como: Salgueiros (Alnus glutinosa), Freixos (Fraxinus angustifolia), Vidoeiros (Bétula pubescens), Fetos-reais (Osmunda regalis), entre outras.

Na Serra da Estrela, principalmente na Primavera e Verão é possível observá-los a circular "livremente" nas margens das lagoas e charcos, não hesitando pequenas incursões na água. É uma espécie que pode atingir os 12 cm, sem contar com a cauda, tendo como característica singular o facto de a cabeça dos machos apresentar várias tonalidades azuladas, acinzentadas ou acastanhadas, aquando da época de reprodução.


Embora não seja uma espécie em risco eminente de extinção, o facto de habitar zonas bastante sensíveis, como são os cursos de água, e de existirem vários factores que podem levar ao isolamento de populações obriga, por parte das entidades competentes, a um redobrar de esforços para que esta espécie, única e exclusiva da Península Ibérica, não tenha o mesmo destino de muitas outras que já fazem parte do nosso imaginário.


Se desejar conhecer melhor esta espécie, por favor, clique aqui...

sexta-feira, 7 de março de 2008

Lagoa do Covão do Forno

Mais uma das nossas "amigas" inseparáveis durante os nossos passeios e jornadas de pesca (no antigamente).


Situada ao "lado" da Lagoa Comprida, ao qual está ligada por um canal, onde esta última descarrega, a Lagoa do Covão do Forno é uma lagoa artificial (foi aproveitado uma lagoa natural já existente no Covão do Forno), devido à presença de um pequeno dique.

Estranhamente, não surge nenhuma informação no INAG sobre as características desta lagoa, embora existam placas recentes (identificativas da EDP), o que pode significar que ela tenha mais alguma utilização (produção eléctrica) do que a simples retenção/armazenamento de água.


É uma lagoa fantástica, digna de um postal da Serra da Estrela (não são todas?). Possui um acesso simples e fácil, através do canal que a liga à Lagoa Comprida.

Vou continuar a estudar e a pesquisar informações sobre esta lagoa "mistério".