quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Boas Festas...
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Aguardam-se opiniões...
sábado, 18 de outubro de 2008
"Poças"
Deixa-te estar Poças, não faças barulho. Mantém-te escondida e prossegue o teu caminho.
domingo, 3 de agosto de 2008
Habitantes (5): Truta comum (Salmo trutta fario)
Cabeça e olhos grandes. Mandíbulas com dentes agudos e fortes. A maxila superior ultrapassa o nível posterior do olho. Coloração muito variável com a idade e o habitat. Geralmente dorso castanho a cinzento esverdeado, flancos esverdeados ou amarelos e ventre esbranquiçado ou amarelado. Corpo salpicado de manchas negras e vermelhas. Barbatana adiposa alaranjada na extremidade.
Peixe territorial, vive em águas correntes (embora consiga adaptar-se a lagoas), bem oxigenadas, límpidas e frescas. É uma espécie muito sensível à poluição e à elevação da temperatura, estando claramente ameaçada a sua existência. Na Serra da Estrela é possível encontrá-la em praticamente todos cursos de águas superiores, inclusivamente em algumas lagoas, tais como a lagoa do Vale do Rossim.
Espécie muito voraz, encontrando-se no topo da cadeia alimentar ao nível dos peixes de rio. Alimenta-se principalmente de invertebrados, larvas de insectos aquáticos e pequenos peixes.
Desova no Outono-Inverno, em locais de fundos pedregosos, em águas pouco profundas, frias e bem oxigenadas. Normalmente migra para montante em busca de zonas de postura. Os ovos são depositados em depressões escavadas pela fêmea no leito dos rios.
Para além das questões ambientais, outra das principais ameaças à sua existência foi a introdução (repovoações realizadas) de espécimes oriundos de outros cursos (inclusivamente doestrangeiro), afectando irreversivelmente a cadeia genética dos espécimes autóctones, não se sabendo ao certo as repercussões nas gerações futuras, principalmente ao nível da imunidade a algumas doenças.
A sua pesca é extremamente desportiva e o seu carácter esquivo e selectivo faz com que a sua captura seja carregada de simbolismo.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Nunca a passividade de poucos, afectou irremediavelmente tantos...
Quando o tema da água é debatido compulsivamente, quando nós todos nos esforçamos (ou pelo menos devíamos) para debelar o excesso de consumo e contrariar o desperdício, eis que após este post, tudo parece não fazer sentido.
Temos aqui outro caso semelhante à "Ribeira dos Milagres" (outro atentado ecológico no distrito de Leiria, que perdura à mais de 20 anos e que talvez já merecesse a realização de vários doutoramentos sobre incompetência estatal), com a agravante de se situar onde se situa: algo a que se chama Parque Natural da Serra da Estrela.
Em ambiente de sátira e segundo uma definição disponível no Wikipédia, um “Parque Natural” é uma área de conservação (propriamente de quê?), fora de uma área urbana (Na Estrela = “no comment”), protegida por lei (só se for a favor de alguns) com o objectivo de preservar a flora e a fauna local (com cenários destes é difícil não?) e proporcionar um ambiente de lazer (com este cartaz turístico, estou aberto a sugestões…)
Voltando à realidade (triste), este é o momento certo para aplicarmos a "táctica do quadrado" a todas as entidades responsáveis pelos destinos da Serra da Estrela. Só os cercando, só os pressionando é que podemos contrariar esta inoperância atroz (até parece que tudo isto é normal) e trazer à superfície a fragilidade na responsabilidade e a aversão ao cumprimento dos deveres de vários organismos, que utilizam o nome Estrela sem a dignificarem minimamente.
Vamos (mais uma vez) esperar pelas soluções futuras e definitivas para este “caso de polícia”, esperando que as entidades desempenhem o seu papel e não se tornem o “bobo da festa”…
domingo, 1 de junho de 2008
Estudo em lagoas de montanha
Penso, na minha opinião, que os resultados apresentados não deixam ninguém surpreendido, embora considere (tal como o autor), que é necessário um número consideravelmente maior de pesquisas/estudos, de modo a confirmar os dados obtidos e as respectivas conclusões.
No fundo, estes estudos (e os que vão surgir) são fundamentais para a real compreensão dos ecossistemas que nos rodeiam (neste caso as lagoas da Serra da Estrela) e que deviam entrar nas contas de quem explora os recursos da Serra da Estrela.
Estas pesquisas também deviam fazer parte do universo "projectos âncoras", a considerar no futuro próximo, para alavancar uma nova perspectiva, visão e consideração de exploração turística, cuja a palavra sustentabilidade seria o principal combustível para a tal “alavancagem” que se proclama…
Deixo aqui o link para quem desejar consultar o resumo do estudo na integra.
domingo, 4 de maio de 2008
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Habitantes (4): Lagarto-de-água (Lacerta scheiberi)
Na Serra da Estrela, principalmente na Primavera e Verão é possível observá-los a circular "livremente" nas margens das lagoas e charcos, não hesitando pequenas incursões na água. É uma espécie que pode atingir os 12 cm, sem contar com a cauda, tendo como característica singular o facto de a cabeça dos machos apresentar várias tonalidades azuladas, acinzentadas ou acastanhadas, aquando da época de reprodução.
Embora não seja uma espécie em risco eminente de extinção, o facto de habitar zonas bastante sensíveis, como são os cursos de água, e de existirem vários factores que podem levar ao isolamento de populações obriga, por parte das entidades competentes, a um redobrar de esforços para que esta espécie, única e exclusiva da Península Ibérica, não tenha o mesmo destino de muitas outras que já fazem parte do nosso imaginário.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Lagoa do Covão do Forno
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Curiosidades...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Sabia que ... (2)
De um modo simples e claro (eu sou apenas um curioso que quer saber um pouco mais sobre estas estruturas marcantes, que fazem parte da paisagem e história recente da Estrela), as barragens de betão distinguem-se em vários "sub-tipos":
- Gravidade (aquela que vamos abordar neste post);
- Contrafortes;
- Arco-gravidade;
- Arco-abóboda;
- Betão compactado (BCC).
As barragens de betão gravidade transmitem os esforços, como o próprio nome indica, por efeito da gravidade. Este tipo de barragem é característico pelos seus maciços trapezoidais, adequados a regiões de topografia suave, uniforme e com vales largos, tal como acontece na Cova do Viriato.
São barragens/albufeiras concebidas de modo que a sua forma geométrica, em geral de secção triangular (pode-se constatar através da observação do pontão junto à estrada) aliada ao peso específico do material, mantém a estrutura estável frente aos esforços de queda e deslizamento impostos pela água e outras solicitações. (Ex. Barragem de Penha Garcia, em baixo)
De modo simplificado e acessível, eis como actuam as forças nas barragens em betão gravidade:

Resultante dos esforços exercidos pela água (Rw):

R - Força resultante de todas as forças a actuar na barragem.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Lagoa da Ribeirinha

Desta vez trata-se da Lagoa da Ribeirinha, para mim, desconhecida até há bem pouco tempo. Fui presenteado com cenário idílico, em pleno pôr-do-sol, com a água a iniciar o seu processo de solidificação e acompanhado por um silêncio tão aterrador, como sedutor.
Pior, só mesmo ao longe, a imagem dos "mastodontes" e afins da Torre, cujo significado (e importância), ao lado desta pequena e simpática lagoa, é praticamente diminuto, senão mesmo inexistente...